Introdução
Como escolher tênis usado para restaurar sem gastar à toa?
Se você está começando no mundo da restauração, já deve ter percebido uma coisa: nem todo sneaker usado vale a pena restaurar.
Alguns são verdadeiros tesouros escondidos… e outros? São ciladas disfarçadas de oportunidade.
A boa notícia — e aqui entra a parte mágica da alquimia — é que, com o olhar certo, você evita prejuízo, faz boas compras e transforma pares usados em valor real.
Neste guia, vamos conversar sobre como escolher um bom tênis usado para restaurar, o par perfeito, sem desperdício, sem dor de cabeça e com a estratégia de quem está no campo de batalha todos os dias.
1. Antes de mais nada: o par certo é aquele que permite evolução
O que realmente importa no primeiro par
Você não precisa de um modelo caro.
Não precisa ter coleção.
E não precisa “acertar em cheio” logo de primeira.
Seu primeiro par para restauração deve ser:
- Barato
- Restaurável
- Ideal para treinar as técnicas básicas
E acredite: em muitos casos, a maioria dos pares que você já tem em casa atende esses três pontos. O objetivo do primeiro sneaker não é virar a melhor vitrine do seu Instagram, e sim ser o seu laboratório seguro.
Meu troféu de 0,50 €: a prova real disso
Deixa eu te contar uma história rápida.
Ainda na Alemanha, comprei um sneaker em um site de segunda mão que nem era de marca famosa. A antiga dona contou que tinha sido um presente, usado só duas vezes e depois esquecido no armário por anos.
O preço? 0,50 € — algo em torno de R$ 3,00 na época.
Era literalmente o tipo de par que muita gente ignoraria. Mas eu estava em fase de experimentar técnicas, testar materiais, errar e acertar. Comprei exatamente por isso: se desse errado, o prejuízo seria quase zero.
Eu restaurei aquele sneaker, testei produtos, processos… e o resultado ficou tão bom que eu não consegui vender. Ele virou meu troféu.
Hoje, quando olho para ele, lembro que:
- Não foi o preço que definiu o valor;
- Foi a transformação e o quanto aquele par me ajudou a evoluir;
- Todo mundo tem uma capacidade enorme de criar algo incrível com pouco — principalmente quando aprende o método certo.
Essa história é o melhor exemplo do que quero dizer quando falo que o par certo é o que permite evolução, e não o par perfeito.
Por que isso muda sua mentalidade
Quando você entende que:
- O foco é aprender,
- Erros fazem parte do processo, e
- O primeiro sneaker é um treino, não um troféu de vitrine,
você passa a escolher pares com mais calma. Em vez de sair atrás da barganha perfeita, você procura o par que vai te ensinar mais.
2. Onde procurar bons sneakers usados (e onde evitar)
Onde vale a pena buscar
Comece pelo simples. Alguns dos melhores sneakers usados para restaurar estão em lugares bem próximos:
- Guarda-roupa da família
Pede pra todo mundo: “Tem tênis encostado aí?” Surpreende o quanto aparece. - Amigos que iam jogar fora
Muita gente prefere doar do que vender. Para você, isso vira laboratório. - Doações em geral
Instituições, bazares, armário da academia… tudo pode render bons achados. - Brechós e feiras
Preços baixos, variedade grande e, geralmente, vendedores sem apego ao valor de revenda. - Grupos de compra e venda
Facebook, OLX, grupos de bairro no WhatsApp… Procure anúncios com frases tipo “tênis usado poucas vezes”, “tá parado há anos”, “não uso mais”.
Nesses lugares, você tem mais chance de encontrar pares baratos, às vezes pouco usados, perfeitos para aprender a escolher sneaker usado para restaurar.
Onde ter cautela (ou até evitar)
Você não precisa fugir para sempre, mas, como iniciante, é melhor ter muito cuidado com:
- Marketplaces com vendedores que conhecem bem o valor do tênis
Se a pessoa já sabe que o sneaker é “valioso”, dificilmente vai aceitar um preço que faça sentido para treino. - Lojas premium e revendas especializadas
São ótimas para estudo de modelos, mas péssimas para montar estoque inicial sem capital. - Anúncios com poucas fotos ou fotos ruins
Se a pessoa não mostra o tênis direito, algo pode estar sendo escondido — especialmente danos graves no solado ou na entressola. - Sneakers com sinais de mofo profundo, buracos e danos irrecuperáveis
Mofo entranhado, entressola esfarelando e rasgos estruturais normalmente não compensam o esforço para quem está começando.
A regra é simples: Como escolher um bom tênis usado para restaurar no início:, escolha o caminho mais seguro, não o mais “emocionante”.
3. O que olhar na hora de avaliar um sneaker usado
Agora vem a parte prática: como analisar um par ao vivo ou pelas fotos antes de comprar.
Estrutura geral do sneaker
Olhe o conjunto:
- Forma geral do tênis
- Se o cabedal está torto ou muito “caído”
- Se o colarinho (aquela parte que abraça o tornozelo) está muito “morto”
- Se o solado está firme
Se o sneaker parece deformado, quebrado ou murcho demais, você vai gastar energia tentando “ressuscitar” algo que talvez nunca fique visualmente bom.
Para quem está no começo, prefira pares que estejam estruturalmente saudáveis, mesmo que bem sujos.
Material do cabedal
Aqui é onde muita gente erra.
- Couro (natural ou bom sintético)
Ótimo para limpeza, hidratação, pequenos reparos e pintura. É um dos melhores materiais para aprender. - Sintético barato
Pode descascar, craquelar ou “esfarelar” com o tempo. Dá pra trabalhar, mas é preciso saber onde está pisando (no curso eu aprofundo isso). - Tecido / lona
Fácil de limpar, boa para aprender técnicas de remoção de manchas e revitalização de cor. - Mesh
Muito comum em sneakers esportivos. Aceita bem limpeza profunda e renovação.
Quanto mais você conhecer os materiais, mais precisa fica a sua decisão de qual sneaker usado vale a pena restaurar.
Solado e entressola
Aqui mora metade da dor de cabeça dos iniciantes.
Coisas geralmente restauráveis:
- Amarelado
- Sujeira
- Desgaste leve nas bordas
Red flags que você deve evitar no começo:
- Entressola esfarelando
Sabe quando você passa o dedo e cai pó? Isso é sinal de que o material está se desintegrando. - Solado quebrando ou se soltando em placas
Algumas colagens são simples; outras são um pesadelo.
No início, escolha pares em que a entressola esteja inteira, mesmo que feia.
Odor e higiene
Ninguém quer trabalhar com um “projeto tóxico” em casa. 😅
- Aceitável: odor superficial, sujeira de uso, cheiro de guardado.
- Melhor evitar: mofo profundo, infiltração, cheiro forte e persistente, manchas esverdeadas ou pretas que voltam mesmo depois da limpeza.
Isso não significa que seja impossível resolver. Mas, como iniciante, não é o campo de batalha mais amigável.
4. Quanto pagar por um par usado
Para treino
Para treinar técnicas e perder o medo de errar:
- R$ 0 a R$ 20 é uma faixa excelente.
Se você conseguir pares de graça, melhor ainda. Lembra do sneaker de 0,50 €? O valor financeiro foi quase zero, mas o valor de aprendizado foi gigantesco.
Para revenda como iniciante
Quando você já tem um pouco mais de segurança nas técnicas básicas, pode começar a pensar em revenda.
Uma faixa razoável:
- Até R$ 40–60 por par, dependendo da marca, do estado e do potencial de venda.
Aqui você já precisa considerar:
- Qual preço você consegue praticar depois de restaurar;
- Se o modelo tem procura real;
- Se o investimento “cabe” no seu momento atual.
Regra de ouro do preço
Nunca pague mais do que você está disposta(o) a perder no primeiro mês.
Antes de sair comprando qualquer par baratinho, vale entender como escolher tênis usado para restaurar que realmente permita evolução…
Isso tira o peso da decisão e te permite agir com mais frieza.
Lembra: nesse começo, cada par é uma aula, não uma loteria.
5. Erros comuns de iniciantes (e como evitar todos eles)
Erro 1 — Comprar demais logo no começo
Empolgação bate, você vê um monte de oportunidades e, quando percebe, está com uma pilha de sneakers encostados e zero tempo pra restaurar.
Vá de um par por vez.
Aprendeu, sentiu segurança? Aí sim você aumenta o volume.
Erro 2 — Achar que “muito gasto” = grande oportunidade
Às vezes, um tênis muito destruído é só… muito destruído.
Como iniciante, não pegue projetos que exigem:
- Troca total de solado
- Reconstrução estrutural pesada
- Reparos profundos em couro rasgado
Você pode até chegar lá — mas não precisa começar por aí.
Erro 3 — Não identificar material
Misturar produto errado com material errado é o caminho mais rápido para:
- Manchas definitivas
- Queimaduras químicas
- Descascamento
Identificar materiais é habilidade essencial para escolher bem sneaker usado para restaurar. É algo que você desenvolve com método e prática, não por adivinhação.
Erro 4 — Ignorar o custo emocional
Um sneaker problemático demais:
- Consome tempo
- Cansa
- Faz você duvidar da sua capacidade
E aí, em vez de te empolgar com a restauração, ele vira um peso.
Lembra: o bom par usado é aquele que te ajuda a seguir em frente, não o que te trava.
6. Checklists para avaliar rapidamente
Use estes checklists no celular mesmo, toda vez que estiver olhando um par ao vivo ou em fotos.
Checklist do iniciante (para treino)
O sneaker é um bom candidato se:
- Cabedal íntegro (sem rasgos estruturais grandes)
- Solado firme
- Entressola sem rachaduras profundas
- Sem mofo visível
- Sujo (mas não destruído)
- Preço bem baixo
- Tamanho comum (mais fácil revender depois, se quiser)
Checklist para revenda (iniciante)
O sneaker tem bom potencial se:
- Marca com boa saída (pelo menos no seu círculo / região)
- Estrutura geral boa
- Material restaurável (couro, mesh, lona etc.). Cuidado alguns materiasis exigem cuidado extra.
- Sem danos profundos no solado
- Sem cheiro forte e persistente
- Sem midsole esfarelando
Esses checklists não substituem experiência, mas te ajudam a evitar ciladas óbvias até seu olhar ficar mais afiado.
Conclusão — Você não compra um sneaker. Você compra uma oportunidade.
No fim das contas, escolher um bom sneaker usado para restaurar é enxergar potencial.
É olhar para um par e ver:
- Não só o que ele é agora,
- Mas o que ele pode se tornar com técnica, cuidado e um pouco de alquimia.
Com o olhar certo — que você desenvolve com prática e método — cada par vira:
- Uma aula,
- Uma chance de renda,
- E uma confirmação da sua capacidade de transformar.
Quando você sabe como escolher um bom tênis usado para restaurar, cada par deixa de ser só um calçado e passa a ser uma oportunidade de treino, renda e aprendizado.
👉 Pronta(o) para dar o próximo passo?
Comece escolhendo um único par seguindo estes critérios. Depois, aprofunde as técnicas com um método passo a passo, como o que ensino no Alquimia do Sneaker. Assim, cada sneaker que entrar na sua bancada deixa de ser um risco e passa a ser uma oportunidade real.
Quer ver isso na prática? Confira o mini tutorial gratuito de restauração que eu preparei.



